Leo e Bia

Entrevista com Pedro Caetano

In Uncategorized on dezembro 23, 2010 at 5:47 pm

Pedro, Como foi o processo para participar do filme?

Foi um processo fantástico. O Oswaldo é um diretor muito sensível e com uma ótima capacidade de condução do ator. Ele simplesmente nos leva aonde ele quer sem percebermos.

Os ensaios foram bastante puxados, em algum momento você pensou em desisitir? O que essa experiência te trouxe como ator?

Nunca pensei em desistir. Atuar, para mim, está diretamente relacionado à realização e a diversão, o ritmo puxado dos ensaios só nos ajudou a chegar nesse ponto. Nunca atuei com tanta alma como em Léo e Bia. Paloma, Madalena, Oswaldo e toda a equipe só me permitiram enxergar que tipo de artista eu quero ser.

Você guarda alguma memória marcante do processo de realização do filme?

Muitas! Acho que a principal delas foi a gravação da cena final, onde todo o elenco estava atrás da câmera aos prantos vendo a Paloma atuar olhando pra nós. Era nossa despedida do galpão, que nessa hora já era nosso. Ninguém queria ir embora!

Como foi interpretar o Cabelo, um jovem pobre e homosexual na época da repressão militar?

Foi maravilhoso. Cabelo é um homossexual resolvido com ideais que transcendem a sua opção. Ele é inteligente, chique  e talvez um dos mais sensíveis do grupo. Ele e os outros mostram que a sua condição não é um problema, e que não interfere em sua relação com o grupo.

Por que você acha importante abordar esses temas nos dias de hoje?

Hoje vivemos numa geração indiferente, temas como esse ainda estão muito vivos. A repressão achou uma maneira oculta de atuar. No caso do Cabelo, existe a questão do preconceito com o pobre e com o homossexual, que é talvez o tema mais atual de todos.

Como foi se tornar o “muso” do set de filmagem?

Num elenco como esse é muito dificil acreditar que exista um “muso”! Todos são lindos e excelentes atores. Acho que o clima alegre e tranquilo das filmagens deixou todos mais bonitos. Acho que essa história começou com uma bricadeira da Madalena pra me deixar sem graça e deu certo, ai ficou!

O que você guardará para sempre dessa experiência?

Aprendi uma maneira muito particular de fazer arte. Uma das coisas mais importantes que aprendi com o Oswaldo foi a ter disciplina e, principalmente, o quanto essa disciplina pode ser libertadora. Aprendi muito sobre mim também. Durante as filmagens a Paloma (Duarte) fez uma pergunta que mudou a minha percepçnao do trabalho: – Como está sendo sentir coisas que nunca sentiu antes? – Acho que ela percebeu minha primeira saída da “zona de conforto”, meu momento de maior exposição e quis me mostrar o quanto isso era bom. Conseguiu!


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